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O que Tite pode ensinar aos empreendedores sobre atingir objetivos? por Lucas Foster

A seleção brasileira venceu o México hoje pelas oitavas de final da Copa do Mundo e demonstrou uma melhora significativa diante dos jogos anteriores. Sem dúvidas, cada jogador soube evoluir durante o processo, mas, por junto ao elenco de jogadores, existe o trabalho exemplar de quem inspira e conduz essa equipe. A posição de Tite é maior do que técnico de futebol. O grande diferencial para o avanço da equipe como um todo é que a jovem seleção do Brasil tem ao seu lado o acompanhamento de mentor. E o papel dele é um reflexo da melhora em um dos principais aspectos quando falamos não só de futebol, mas também de empreendedorismo e negócios, o fator psicológico e a capacidade de lidar com os fatores internos e externos de um projeto.

Imagine o que passa na cabeça de um jogador como Gabriel Jesus, um garoto de 21 anos que está na Rússia representando o Brasil e carregando o número nove na camisa. Independente de sua capacidade técnica como jogador, fatores como maturidade emocional, tolerância à frustração, capacidade de assumir riscos, enfim, aspectos psicológicos nesse momento são determinantes para sua performance em campo, seja medo, insegurança ou ansiedade. Nesse momento, a experiência e conhecimento de mentores, como o Tite, serão os pilares para que Jesus e outros companheiros possam superar essa dificuldade.

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Quando falamos de empreendedorismo, a semelhança não é mera coincidência. Um empreendedor ou empreendedora, casado e filhos, que tenha acabado de perder seu emprego ou decidido investir em um sonho e quer que seu ideia saia do papel e se torne um novo negócio convive com situações emocionais muito semelhantes. Mas, apesar de sua experiência anterior e de seu conhecimento, o aspecto psicológico fala mais alto. A insegurança de todo o investimento que será feito nesse projeto ir por água abaixo é enorme. Novamente, o papel de um mentor nesse momento é de ser o pilar estrutural tanto no conhecimento quanto no psicológico.

Até agora na Copa do Mundo, tivemos, além do Tite, outros exemplos de mentores que, assim como ele, souberam ajudaram sua equipe e outros que deixaram a  desejar. De começo, a seleção da Espanha já tomou um susto, o técnico Julen Lopetegui trouxe a equipe durante toda as eliminatórias e dias antes do início da competição largou a equipe e anunciou sua ida ao Real Madrid. Como que os jogadores e toda a comissão técnica reagem a uma mudança como essa antes do campeonato? Sem dúvida, os jogadores foram a campo sem um mentor, sem alguém que conhecesse a fundo o time e pudesse ajudá-los a reagir nas piores situações. O resultado: Espanha foi eliminada pela Rússia nas oitavas de final.

Na Dinamarca, no entanto, apesar da eliminação para a Croácia, também nas oitavas, teve o sucesso do goleiro Kasper Schmeichel durante os jogos e, inclusive, na disputa de pênaltis (ele defendeu três deles ao longo do jogo). É impossível desconsiderar a maturidade de Schmeichel da figura de seu pai, Peter Schmeichel.  Afinal, o goleiro da Dinamarca na Copa de 98 na França apoiou seu filho durante toda a caminhada para a Copa fazendo com que seu filho Kasper se tornasse um dos melhores goleiros desta edição do campeonato da FIFA.

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Exemplos como os citados acima são importantes para que seja possível entender o papel do mentor tanto para o futebol como para qualquer outra área de atuação, seja criando um projeto ou seja em mais uma etapa de crescimento de sua carreira. Nesse sentido, é interessante listar alguns aspectos que envolvem a posição do mentor e, quando falamos de psicológico e amadurecimento, o que se procura: primeiro, talento sem orientação se torna um desperdício. Segundo, ter recursos sem auto-confiança é igual a não ter. Por isso ter alguém para ajudar nesse aspecto é fundamental. Terceiro, ter um diálogo para desenvolver novas habilidades. E por último, mas não menos importante, a visão externa de um mentor para refletir sobre novos caminhos é um divisor de águas quando falamos de futebol e, ainda mais, quando falamos de empreendedorismo e negócios.

Os pontos levantados acima estão ligados também com fatores que algumas organizações mapeiam como os principais causadores da mortalidade de novos negócios no Brasil e, além disso, estão atrelados ao estado do proprietário no momento da abertura, o planejamento e a capacitação de gestão empresarial e pessoal. E todos esses indicadores estão direta ou indiretamente ligados a saúde psicológica e, consequentemente, a saúde financeira do negócio.

Seja na seleção ou no seu negócio, o papel do mentor para o sucesso do seu projeto e crescimento saudável do seu negócio é fundamental. Ter uma pessoa que possa orientar e trazer uma visão externa a sua atividade pode reerguer um projeto que se perdeu ou, até, sair de um momento de estagnação, restabelecendo o crescimento. Afinal de contas, hoje, cada vez mais, precisamos de inovação, mas ir atrás de algo novo pode ser arriscado ou trazer insegurança. Ter alguém com quem você possa dialogar, refletir, acelerar seu aprendizado e que possa mentorar sua ideia ao longo do processo é uma das maiores vantagens que empreendedores podem ter. E o retorno sobre esse investimento pode trazer mais um título para o nosso país e, quem sabe, mais satisfação e clientes para o seu negócio.

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