Menu

Nossa homenagem à primeira Empreendedora da história do Brasil

A história de Nísia Floresta (1810) talvez não seja muito conhecida nos dias de hoje por empreendedores e empreendedoras, mas este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma data um tanto quanto sugestiva para darmos luz ao trabalho desta mulher, que pode ser considerada uma das primeiras, senão a primeira mulher empreendedora do Brasil.

nisiafloresta

Na linha da história, o tempo de Nísia está localizado no período Imperial, por volta. Foi dela que nasceu a necessidade de criar o primeiro colégio do país exclusivo para meninas. Nísia tinha 28 anos quando colocou para funcionar o Colégio Augusto - nome dado em homenagem ao seu parceiro desaparecido. O espaço funcionou - que foi alvo de muitas críticas da sociedade de época - funcionou por quase 20 anos, na cidade do Rio de Janeiro.

A educadora, considerada uma mulher à frente de seu tempo, tinha uma proposta ousada, mas considerada inadequada, uma vez que queria dar para as mulheres uma educação semelhante àquela oferecida aos homens daquela época. Ou seja, ia além de ensinar a realização de serviços domésticos. 

O anúncio da chegada da escola está documentado no jornal do Comércio: “D. Nísia Floresta Brasileira Augusta tem a honra de participar ao respeitável público que ela pretende abrir no dia 15 de fevereiro próximo [de 1828], na Rua Direita nº 163, um colégio de educação para meninas, no qual, além de ler, escrever, contar, coser, bordar, marcar e tudo o mais que toca à educação doméstica de uma menina, ensinar-se-á a gramática da língua nacional por um método fácil. Recebem-se alunas internas e externas.”

Nísia acreditava que a educação o ponto chave para que o desenvolvimento da sociedade pudesse acontecer com sucesso. Ela desejava que todas as mulheres tivessem nas mais variadas esferas de trabalho, inclusive na área pública. Para ela, as mulheres também tinham o direito de ser juízas, médicas e governantes do país.

“Dê-se ao sexo uma educação religiosamente moral, desvie-se dele todos os perniciosos exemplos que tendem a corromper-lhe, desde a infância, o espírito, em vez de formá-lo á virtude, adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade, em qualquer posição que porventura a sorte a colocar.”, escreveu ela em carta.

Nísia também escreveu livros. Seu primeiro, "Direitos das mulheres e injustiça dos homens", foi escrito aos 22 anos. No decorrer dos anos, até seu falecimento em 1885, escreveria outras 14 obras.